Pelo que havíamos pesquisado na internet, Praga seria o lugar onde pegaríamos as menores temperaturas da viagem. E já que era pra estar frio, que fosse logo com neve, pensamos nós. Nosso voo da TAP foi muito agradável e rápido. Ao pousarmos a temperatura era de 2 graus e para, mais uma vez, evitar camelar no frio pegamos um táxi em direção ao hotel por 26 euros.
Era véspera de Ano Novo e a cidade parecia estar cheia. Deixamos nossas coisas no hotel, compramos o ticket de ônibus ali mesmo e seguimos para o shopping Palladium, onde a Paula queria fazer mais umas comprinhas e onde aproveitaríamos para jantar.
O shopping estava lotado e tinha várias promoções, mas só de pensar em tirar todas as camadas de roupa para provar algo eu já desanimei. A Paula comprou umas roupinhas para o bebê e logo fomos para a praça de alimentação comer pizza (mais uma vez, hehe)
Ao irmos para o ponto do ônibus, percebemos que o frio tinha piorado e felizmente estávamos voltando para o quentinho do hotel.
O dia amanheceu garoando e mesmo assim resolvemos ir caminhando até a estação do metrô para comprar o passe diário. Eu não achei que valeu a pena pois as atrações de Praga são próximas e facilmente alcançadas à pé. Teríamos economizado se só tivéssemos pago a ida e a volta.
Com o passe em mãos, seguimos para o Castelo de Praga. Ao chegarmos lá, mesmo com o tempo mais limpo, não havia dúvidas de que aquele era o dia mais frio da viagem, e talvez da minha vida toda, rsrs. E adivinha o que escolhemos para esquentar? Vinho quente, é claro, rsrsr.
O Castelo de Praga é uma das construções mais importantes da cidade. Foi fundado no século IX e atualmente serve como a residência presidencial, antigamente habitado pelos reis da Boêmia. Em seu interior encontram-se várias construções. O Castelo de Praga ocupa uma área superior a 72,5 mil m². Por causa disso é considerado o maior castelo do mundo.
Ao chegarmos na entrada, a primeira coisa que chamou a atenção do alto da colina foi a vista. Uau!
Outra coisa que chamou a atenção foram os guardinhas elegantemente uniformizados na entrada do castelo.
O peculiar do castelo de Praga é que ele é formado de 12 construções. Ao entrar por este lado, a primeira que se vê é a Catedral de S. Vito.
Tirando fotos por ali já começamos a sentir uns pingos de chuva. Seguimos pra conhecer a frente da igreja e aproveitar para entrar e nos proteger. Entretanto, tudo estava muito lotado e todos tiveram a mesma ideia que a gente.
Nada restava a fazer a não ser ignorar a chuva e continuar nosso passeio. Seguimos para o pátio central de onde se avista apenas as torres da igreja no meio das demais construções.
De lá, fomos para a outra entrada do castelo, onde se localizam outros belos prédios. I’m sorry, mas não me lembro ao certo o que eram eles….
Até esse momento, só tínhamos passado algumas horas em Praga e eu já estava maravilhosamente encantada com tudo. Nessa parte da cidade, me sentia num conto de fadas e depois a sensação só se confirmou. Tudo muito lindo, com arquiteturas diferentes e atrativas aos olhos. Um sonho!
A chuva e o frio não estavam incomodando tanto ainda e nada que mais um vinho quente não ajudasse. No alto da colina achamos uma barraquinha que vendia “Hot Apple”, uma espécie de chazinho de maçã bem docinho e bem melhor que o vinho quente no sabor.
Aquecidos temporariamente, descemos pelo outro lado do castelo e tivemos a chance de ver as ruelas cheias de belas casinhas.
Nessa caminhada, a chuva tornou-se congelante e por alguns instantes tivemos certeza de que estava nevando. O frio piorou, e a partir daí tornou-se quase insuportável.
Eu seguia querendo fotografar mais e mais, porém os demais já estavam entregando os betes por causa da temperatura congelante.
Seguimos em direção à Charles Bridge, uma das atrações mais famosas de Praga e a que mais eu queria ver. No caminho, mais lindos ângulos para fotos.
Já tinha lido que a Charles Bridge vivia lotada, mas não tinha ideia de que fosse tão cheia. Conseguir boas fotos sozinha por ali é tão complicado como no Cristo Redentor, rsrs. Tirando esse fato, não dá pra explicar o quão impressionante ela é. Seja pela paisagem que a cerca, sejam pelas estátuas e esculturas que a formam, ou pelo castelo ao fundo.
A chuva caindo, o frio congelando os dedos e o nariz e eu querendo tirar fotos e mais fotos. Deixei eles irem andando à frente pois não queria ter a sensação de ter esquecido algum ângulo. Encarei o clima para tirar mais algumas fotografias…
Nessa minha saga, acabei me perdendo de todos. Me deu um friozinho na barriga, mas logo achei o Loedi. Agora a Paula e o Fernando tinham sumido na multidão.
A dica quando você se perde de alguém é permanecer no lugar onde estava, pois será o lugar mais óbvio de encontro. Lá ficamos eu e o Loedi procurando no meio da galera algum rosto familiar. A dificuldade no inverno é achar alguém que não esteja de preto…. Após uns 10 minutos, felizmente nos encontramos.
Depois desta parada, o frio também começou a ser meu inimigo número 1 e mesmo com luvas já não sentia a ponta dos dedos. Entretanto, não podia sair de Praga sem tirar foto com a ponte de fundo (assim como citei no post de planejamento). Lá fomos nós encontrar a lateral da ponte para conseguirmos um bom ângulo.
Pra vocês terem ideia do frio, nessas alturas eu nem conferi as fotos para ver se tinham prestado e depois me arrependi pois muitas delas saíram com gotas de chuva na lente. Mas realmente estava se tornando absolutamente insuportável.
Saímos dali e pegamos o primeiro bonde sem saber para onde ia. Apenas queríamos um lugar quentinho para sobrevivermos até as próximas atrações que queríamos conhecer. Entramos no bonde, demos uma volta e paramos numa estação qualquer do metrô.
Aquecidos, seguimos novamente para a área de agito de Praga para continuar nosso tour. Como foi?
Confira no próximo post sobre Praga como terminou o dia mais frio de nossas vidas….















































