Londres: parte 4

E para nossa alegria, o terceiro dia também foi de sol :) Acordamos, tomamos café de seguimos a dica da Sra Paty: conheçam Camden Town. Ok, ok, lá fomos nós.

Ao desembarcar na estação de metrô já ficamos surpresos! Imagine várias feirinhas juntas, que vendem desde lindos artesanatos até camisetas bizarras, misturado com vários mercados culinários e aqueles cheiros maravilhosos dos mais diversos tipos de comida… Bem, é assim que eu definiria Camden Town. Um lugar para perder horas e horas só observando a variedade cultural de Londres.

Chegamos cedo e não tinha tanta gente por lá, mas quando fomos voltar pro metrô, o cenário já era outro… Essa era a cara do lugar na hora do almoço.

Gostamos muito de Camden Town e realmente recomendo uma visita até lá. No caminho para nossa próxima atração, nos deparamos com mais uma loja liquidando tudo e não teve jeito! Tivemos que fazer mais umas comprinhas, rsrsrs.

Nossa próxima parada foi no Museu de História Natural de Londres, que assim como os demais, também é grátis. Eu já disse por aqui que não sou muito fã de museus, mas esse achei bem legal. Começando pelo imenso dinossauro que tem bem no hall de entrada.

Aliás, tem uma super seção de dinossauros, com direito até um tiranossauro rex animado.

Tem também uma super baleia que gostei e uma seção que tem um simulador de terremoto bacaninha. O museu é enorme e cheio de atrações, mas nós não tivemos paciência pra ver tudo, hehe. Afinal de contas, a tarde inteira já tinha ido e não vimos nem metade das coisas.

Saímos de lá e resolvemos dar uma passadinha na famosa loja Harrod’s, só pra ver, é óbviooooo.

Tudo de extremo bom gosto e preços caríssimos, como imaginávamos. Mas o passeio por lá vale a pena, nem que seja só pra sonhar…..

E assim finalizamos nosso terceiro dia na capital inglesa…. Vejam como museus requerem tempo! Me arrependo de não ter ido no British Museum, mas tive que escolher pois caso quisesse visitar todos precisaria de uma semaninha por lá (o que não seria nada mal :) )

Já em nosso quarto e último dia, o tempo amanheceu nublado e com garoa, mas nada que nos desmotivasse a sair.

Tomamos nosso café da manhã e aproveitamos para tirar fotos com o simpático casal que nos hospedou.

E por falar neles, ter me hospedado em casa de família foi uma experiência maravilhosa! Além de ter economizado muito dinheiro, tivemos a oportunidade de conviver com este casal tipicamente inglês, numa casa tipicamente inglesa, rsrs.

Foi ótimo!!! Recomendo muito este tipo de hospedagem para quem é aberto a interação com gente que nunca viu na vida.

Para o nosso último dia em Londres, reservamos a visita ao Science Museum, que achei muito interessante por ser bastante interativo, mas antes de chegarmos lá, fomos tirando algumas fotos com alguns símbolos da cidade.

O Science Museum surpreende pela tecnologia, pelo design moderno, pela grandiosidade das coisas. Adorei!!!

De lá, fomos almoçar perto da Picadilly Circus para já começarmos a nos despedir da cidade….Demos mais umas voltas por lá e voltamos para buscar nossas coisas antes de seguirmos para o aeroporto.

Londres é demais e me faltam palavras para descrevê-la. Uma cidade multicultural, agitada, descolada, clássica, deslumbrante! Empata com Paris, para mim, como capital favorita do Velho Continente. As duas são completamente diferentes, mas igualmente fascinantes!

Esta foi nossa primeira viagem internacional e totalmente planejada por nós mesmos… Ficamos 1 ano juntando dinheiro para realizar esse sonho e no final de nossa viagem tivemos certeza de que valeu cada centavo gasto. Foi uma viagem de 23 dias, passando por 7 países e conhecendo muita coisa diferente. Muita aventura e alguns perrengues, todos inesquecíveis.

Devo à essa viagem toda a minha paixão por viajar e a certeza de que o mundo está aí inteirinho para ser vivido. E claro, que a Europa é linda, maravilhosa, civilizada e que merece muitas e muitas visitas…..

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Como planejar uma viagem para a Europa: parte 2

Após o primeiro post, ou você está empolgado para começar a planejar, ou está coçando os dedos para partir para a opção mais prática: pacotes de viagem.

Claro que os pacotes têm sua vantagem, sendo a principal a comodidade de apenas dizer o que quer, pagar e aguardar a data da viagem. Mas vamos ver se a diferença no preço vale a pena?

3) Pacote ou conta própria?

Escolhi o roteiro Paris para brasileiros 9 dias da CVC, com saída promocional em 10/10/2012, 1 apartamento, 2 adultos. Quando você olha o preço sugerido, acha até em conta, R$3990,00. Porém, ao escolher o hotel, você descobre que nesse primeiro valor não estão inclusas as diárias. Quando opta por “Calcular valor total da viagem”, o valor passa para R$8498,00 ( hotel Quartier Bercy Square +passagem+traslado ida e volta aeroporto)

Vamos ver por conta própria:

- Passagem TAM: R$3300,00

- 7 diárias mesmo hotel da CVC: R$2780,00

- Ao invés do traslado, vou incluir o passe Paris Visite, que permite locomoção praticamente ilimitada por 5 dias (mais vantagem que só o transfer do aeroporto): R$138,00

Total por conta própria: R$ 6218,00

Diferença entre pacote e conta própria: R$2280,oo e nesse caso, a única vantagem do pacote é ter alguém te aguardando com uma plaquinha da CVC lá no aeroporto….

Vejam que nesse exemplo peguei as mesmas empresas do pacote para comparar abacaxi com abacaxi. Caso quisesse reduzir ainda mais o valor, poderia ter escolhido um hotel mais em conta, mas nem tão bem localizado ( o metrô de Paris é um dos melhores do mundo. Se pegar um hotel perto do metrô, já está ótimo!) ou ter pesquisado outras companhias aéreas. Fica a dica!

4) Escolhi meu roteiro e agora?

Pronto! Com o roteiro definido, as coisas ficam bem mais fáceis. A primeira coisa a fazer a partir de agora é ver o melhor sentido da viagem. Começo por Paris ou por Roma? Por Madri ou Londres? Dá pra ir por um lugar e voltar por outro?

Aí começa outra grande pesquisa de preços e companhias aéreas. Hoje, no Brasil, sei que temos voos diretos para Lisboa, Madri, Barcelona, Amsterdã, Paris, Londres, Frankfurt e mais algumas cidades da Alemanha, Milão, Istambul, Roma e Zurique. Essas são as cidades que me lembro.

Uma boa alternativa e você começar e terminar por uma delas para evitar as chatas e demoradas conexões. Sou meio chata com isso, e às vezes pago até um pouco mais por um voo direto, pois além de tudo, como a maioria dos brasileiros, ainda chego em São Paulo e tenho que pegar outro voo até Curitiba :(

É possível sim ingressar na Europa por uma cidade e sair por outra. As principais companhias aéreas permitem a compra com esta especificidade no site. É só ir na opção Multi-city ou Múltiplas Cidades/Destinos.  Já usei sem problemas esta opção na TAM e na Lufthansa.

Tem paciência e quer economizar mais ainda? Se ir e voltar do mesmo lugar sair bem mais em conta, calcule o preço da passagem interna na Europa (que com antecedência têm ótimos preços) para ver se não vale a pena. Vamos ao exemplo:

Voo Ida e Volta SP – Madri , TAM : preço R$2279

Voo Ida por Madri e Volta por Paris, TAM : preço R$2739

Diferença de Preço: R$460,00

Passagem aérea Easyjet Paris-Madri: R$160,00 (com 1 mala)

Economia: R$300,00

Eu particularmente não arriscaria este tipo de operação, pois já não gosto da volta e se ela for mais cansativa, pior ainda. Masss, para quem está com os trocos contados para a viagem, fica aqui mais uma maneira de economizar.

Detalhes importantes na escolha do voo: preste atenção no horário de chegada no destino. Já pensou, após 11 horas de voo, você chegar às 3 da manhã em um lugar estranho e com língua diferente?

Atente-se também se no seu horário de chegada haverá transporte público disponível no aeroporto, ou você só terá táxi de alternativa e aí o preço é mais caro.

E pense na volta também! Se tiver que passar por SP ou RJ, veja quantas horas terá que aguardar a sua conexão. Ainda não fui para a Colômbia por causa desse detalhe. Os voos chegam em SP às 3 da manhã e o primeiro voo pra Curitiba é só 8 da manhã. Assim não rola….

Se você é cliente de algum programa de fidelidade, fique atento se a cia aérea que você escolheu pontua em algum deles. Na TAM, por exemplo, ida e volta pontuam 12 mil pontos…. Se a diferença entre a TAM e a Iberia fosse pequena eu pagaria a diferença pela vantagem de ganhar points.

Outra coisinha que eu acho que também vale a pena pagar um pouquinho mais é voo noturno. Não costumo dormir bem no avião, principalmente no voo de ida, mas o pouco que durmo  faz diferença. Odeio voo diurno e pago o preço por isso.

E por falar em preço, não são todas as companhias que fazem voo para a Europa que parcelam o pagamento. A TAM parcela até em 6 vezes, já na Lufthansa só dá pra pagar à vista.

 A passagem será grande parte de seu investimento na viagem e para mim é o principal valor a ser economizado se você estiver planejando com antecedência.

Em todos meus planos de viagem, só começo a comemorar após a compra da passagem. Depois disso feito, o resto é bem mais gostoso de planejar pois já tem data de início e fim, por onde chegar e por onde partir.

Esse assunto fica para o próximo post ;)

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Como planejar uma viagem para a Europa: parte 1

Estava esse mês planejando minha quarta viagem ao Velho Continente e pensando no tanto que dá trabalho fazer isso por conta própria. Por outro lado, é muito gratificante você voltar da viagem e ver que deu tudo certo e que você foi o responsável por isso. Outra coisa que é muito recompensadora é você ver o quanto economiza fazendo tudo sozinho.

Com este pensamentos, resolvi fazer este post para ajudar quem quer se aventurar neste mundo também. Já reforço que você investirá horas e mais horas para cuidar de todos os detalhes, mas em muitos momentos sentirá uma alegria imensa de fazer e imaginar que um dia a viagem chegará. Mesmo me considerando uma planejadora de viagens com um tiquinho de experiência, não é difícil me arrepiar a ver uma foto de um lugar que estou prestes a conhecer. Minhas viagens já começam no planejamento, pelo menos na imaginação. Vamos às minhas dicas:

1) Por mais que economize, a viagem terá um custo alto.

Parece controversa esta frase, mas é a pura realidade. Converso com muita gente que pergunta sobre viagens e que acha que ir pra Europa será barato. Por mais que você aproveite todas as promoções do mundo, use milhas, só coma Mc Donald’s , você não conseguirá gastar pouco dinheiro para ir pra lá. É claro que irá depender da quantidade de dias, de países, de hotéis e etc, mas que vai uma graninha boa, vai. Ok, Thaís, mas você pode dar um exemplo? Sim, claro!

Vamos imaginar uma viagem de uma semana para Lisboa, partindo de São Paulo,  daqui a 6 meses com data flexível (antecedência economiza dinheiro) pegando o hotel mais barato do Booking.com (site que sempre uso), comendo só sanduíche, seguro saúde (obrigatório para os países do Tratado de Schengen) e ver quanto custa?

Passagem ida+volta: R$2500,00

Hospedagem em hostel, com banheiro compartilhado (opção mais barata): R$448,00

Alimentação só com sanduíche (15 euros por dia): R$300,00

Transporte (5 euros por dia): R$ 92,00

Seguro Saúde: R$132,00

Neste exemplo de uma semana e sem nenhum conforto, só nos itens essenciais você gastaria quase R$3500,00. Isso sem contar os passeios, a vontade de comprar alguma lembrancinha, comer algo especial, imprevistos e etc…

Ok, ponto um explicado, vamos para o passo mais importante: a definição do roteiro!

2) Definição do roteiro:

Para os apaixonados por viagem, como eu, esta é a parte mais difícil! Como tenho vontade de conhecer o mundo todo, muitas vezes tenho vontade de fazer loucuras e incluir um monte de lugar na mesma viagem. Mas, a dica aqui é cuidado!

Um ponto importante para pensar nessa fase é: que tipo de viajante eu sou? Gosto de apenar ver os pontos turísticos, bater foto e partir para o próximo ou gosto curtir o clima local, o ar, sentir a cidade, ver os detalhes?

Eu não tenho muita paciência para ficar muito tempo no mesmo lugar. Prefiro ver várias coisas numa única viagem. Claro que pesquiso antes para ver se a cidade precisa de muitos dias, e se assim for, reservo mais diárias. Mas se as atrações são poucas, pra que ficar uma semana?

Se você prefere ficar mais dias e fazer as coisas com mais calma, é nesse momento do planejamento que precisa considerar.

Vou listar as cidades que conheço na Europa e dizer MINHA (e digo minha mais uma vez para que não gere controvérsia) opinião sobre quantidade de dias que fiquei, se achei suficiente e o porquê:

- Paris (França): fiquei uma semana e achei pouco. A capital francesa tem muitas atrações tanto em Paris como nos arredores. Das cidades que conheço, a que eu mais reservaria tempo!

- Brugges (Bélgica): a cidade é bem pequenininha e praticamente tudo pode ser feito andando. Fiquei um dia lá e achei suficiente.

- Amsterdã (Holanda): não sei se foi o frio intenso, ou a atmosfera alternativa da cidade, mas eu não gostei muito de lá. Quando planejei, achei que iria me arrepender de ter reservado só 1 dia, mas estando lá, achei o suficiente.

- Lucerna (Suíça): outra cidade pequena e com possibilidade de fazer tudo caminhando. Em um dia, conseguimos visitar as principais atrações da cidade.

- Zurique (Suíça): outra linda cidade suíça e que conseguimos aproveitar bem em 1 dia.

- Roma (Itália): eis aqui um erro que cometi em planejamento. Reservei 4 dias para a capital italiana, mas em 3 já tínhamos visto tudo. Muitas atrações são próximas, o que te economiza bastante tempo.

- Londres (Inglaterra): reservamos 4 dias e achei pouco. Uma cidade encantadora e cheia de atrações. Se eu fosse planejar de novo, teria reservado pelo menos 5 dias para a terra da rainha.

- Atenas (Grécia): outro erro de planejamento! Guardamos 3 dias, mas em 1 dia e meio tínhamos visto quase tudo (sem entrar em museus, que não gosto)

- Frankfurt (Alemanha): Frankfurt não tem muitas atrações turísticas e as poucas que têm podem ser visitadas em 1 ou 2 dias.

- Colônia (Alemanha): também acho que 2 dias são mais que suficientes.

- Viena (Áustria): puxa! Pra essa viagem faltou tempo! Reservaria no mínimo 2 dias inteirinhos para conhecer a linda capital austríaca.

- Budapeste (Hungria): outra linda cidade do Leste Europeu. 2 dias também valem a pena por lá.

- Praga (República Tcheca): cidade de conto de fadas! Também merece pelo menos 2 dias.

Vocês puderam ver que errando a gente aprende, haha. O bom é que nas próximas sempre se tenta evitar os erros do passado.

Não se desespere se quer fazer uma viagem Paris-Londres e só tem uma semana! É claro que é possível e além de tudo a viagem será maravilhosa, mas aí você tem o desafio de escolher o que faz questão de ver.

Maluquinha como sou, consegui fazer Alemanha-Áustria-Hungria e República Tcheca em uma semana, portanto, com jeitinho tudo é possível :)

Outra dica é fazer várias alternativas de roteiro e uma boa ferramenta para usar é o Google Maps, pois ficará mais fácil de você ver a ordem dos países, a distância e qual o sentido da viagem. Isso tudo bem antes de pensar na passagem aérea.

Porém , em alguns casos, pode acontecer o contrário! Você achou uma super promoção de passagem para determinado lugar e precisa comprar logo para não perder o preço. Sem problemas! Compre e depois veja por perto quais são suas opções de passeio.

Outro ponto importantíssimo nessa fase é a época do ano em que pretende viajar. Lembre-se dos dois extremos: verão europeu com sol até tarde da noite = aproveitar mais e inverno europeu com dias curtos = aproveitar menos.

Um site que me ajuda bastante nessa pesquisa é o Gaisma, que tem horário de nascer e pôr-do-sol nas principais cidades europeias.

Nossa! Este post já está com mais de 1000 palavras e ainda estamos na definição de roteiros…. Viu só como dá trabalho, rsrsr? Os próximos passos deixarei para a parte 2, ok?

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Maceió: parte 4 – Orla

Em muitas capitais do nordeste, para você encontrar uma praia bonita é necessário que saia da área urbana. Em Maceió, isso não é necessário pois a capital alagoana tem maravilhosas praias urbanas.

Em nosso último em Maceió, fomos passear pela orla para nos despedirmos em grande estilo do feriado maravilhoso. Um fato que chama a atenção são os luxuosos prédios localizados na beira-mar. Um mais lindo que o outro, e eu repeti várias vezes que não acharia nada mal morar por lá.

Outra coisa que chama a atenção é a quantidade de coqueiros tanto na praia quanto nos canteiros da avenida. Lindos! Na minha opinião, a parte da orla mais bonita é entre Ponta Verde e Pajuçara.

O sol estava bem forte, mas mesmo assim encaramos para podermos tirar algumas fotos. Tanto de dia quanto à noite vale a pena você reservar um momento para fazer o trajeto até Ponta Verde, pois a paisagem compensa!

Se der preguiça de caminhar, na orla também é possível alugar bicicleta para fazer o passeio. E se estiver em galera, dá pra pegar uma super bike!

Sendo este o quarto post sobre Maceió, já fica até redundante eu repetir sobre a beleza da cor da água, mas não consigo não falar disso vendo as fotos que tirei neste dia….

Outra coisa imperdível por lá é experimentar a água de coco mais doce que já provei na vida. Nem sou muito fã, mas lá, faço questão de provar…. Hummmm

Após essa caminhada matinal, com o termômetro marcando 30 graus, tiramos as últimas fotos antes de voltarmos para o hotel.

Arrumamos nossas coisas e chegava a hora de ir embora…Nosso voo era só às 18 e 40, mas como tínhamos que deixar o hotel passamos no shopping para almoçar e seguimos pro aeroporto.

Nem o atraso do voo e a perda de conexão no Rio de Janeiro nos fez perder o gostinho delicioso do feriado.

Foram 4 dias fantásticos em Maceió, que definitivamente é minha capital favorita do nordeste, e a que tem o mar mais lindo! Volto de lá mais uma vez cantando: “Ai que saudade do céu, do sal, do sol de Maceió”

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Maceió 2012: parte 3 – Praia do Gunga

Até então tínhamos reservado tempo em nossa viagem para irmos onde ainda não conhecíamos. Na hora de escolher a figurinha repetida do passeio a resposta foi facílima: Praia do Gunga, por ter sido o lugar que mais gostamos na primeira vez.

Existem duas maneiras de se chegar até o local: de carro, ou indo até à Barra de São Miguel e lá pegar um barco para a Praia do Gunga. Nós optamos por ir de carro.

Logo na entrada da Fazenda de Coqueiros do Gunga, onde há o acesso para a praia, existe o Mirante do Gunga que custa 1 real e proporciona uma bela vista da praia, do coqueiral e do mar.

Apenas tiramos algumas fotos e seguimos rumo à praia. Há estacionamento para vários carros por lá e é gratuito.

Mal estacionamos e eu já queria sair correndo para ver de novo a praia mais linda que conheço no nordeste. Queria ver se ela tão linda como eu ainda imaginava, se a água era tão verde e quentinha como eu me recordava.

No caminho rumo à praia, vimos que as coisas mudaram por lá. Agora está cheia de barraquinhas, tem banheiros reformados, novos restaurantes, ou seja, a estrutura ficou melhor.

Assim que avistamos a praia o Loedi virou pra mim e disse: “As beautiful as I remember!”

A praia do Gunga estava lá: linda como queríamos !!!!

Mesmo sendo segunda-feira do feriadão, a praia estava calma. Existem várias mesinhas e cadeiras do restaurantes para você sentar e curtir a paisagem.

Para mim, a parte mais linda da praia é o canto com o coqueiral ao fundo. Você não cansa de olhar e admirar a beleza.

Ao colocar o pé na água, foi minha vez de dizer a frase: “As hot as I remember!”, rsrsr.

A Praia fica bem numa ponta de areia onde se encontram o rio e o mar. Quem prefere águas mais fundas, tem a opção do mar, que é calminho devido à proximidade de uma barreira de corais que segura as ondas. Mesmo sendo fundo, a temperatura da água é agradabilíssima. Já quem quer uma água quase que parada, pode ir ao outro lado da ponta e lá aproveitar para nadar entre inúmeros peixinhos bem pequenininhos.

Nós sentamos numa mesinha e lá ficamos curtindo a vidinha mais ou menos. Uma sensação perfeita de sol, calor, mar azul/verde e o som ao vivo de MPB. Por vezes repetimos que não seria nada chato passarmos dias e dias por ali.

Estava lá quietinha quando avistei um barco oferecendo passeios de banana boat e logo comecei a infernizar o Loedi que queria ir. Bonzinho como ele é, logo topou e lá fomos nós.  Uma delícia cair no marzão com aquela água linda e quente! Me diverti muito!

Voltamos para a nossa mesinha, comemos uns petiscos e fomos nadar mais. O mar estava tão bom que não dava vontade de sair de lá. Eu e o Loedi começamos a brincar de fazer poses para fotos e demos altas gargalhadas. As fotos não ficaram dignas de serem publicadas, mas renderam muita diversão em nossa tarde. O dia estava sendo mais que perfeito!

Quando nos demos conta já eram 3 da tarde e resolvemos voltar pois logo iria anoitecer e ainda queríamos dar uma passadinha em Barra de São Miguel e na Praia do Francês para recordarmos.

Saímos da Praia do Gunga mais uma vez com gostinho de quero mais. Um verdadeiro paraíso bem pertinho de Maceió. Indo para as Alagoas, não deixe de visitar esse lugar! Imperdível!

Ao chegarmos em Barra de São Miguel, o sol já estava baixo, mas não foi nada que nos impedisse de contemplar esta outra linda praia alagoana. Da outra vez queria voltar e nessa não deu tempo de ficar ali curtindo, mas juro que da próxima vez reservaremos um tempo maior pra ela. Está mais para piscina do que praia, de tão calmas e mornas que são suas águas…..

Outra parada rápida que fizemos foi na Praia do Francês, que é uma das mais famosas e badaladas de Alagoas. A praia é linda e dividida em área de mar calmo e mar aberto, mas eu particularmente não gostaria de ficar muito tempo por lá por causa da multidão que a frequenta.  Chegamos eram quase 4 da tarde que para eles é já final de expediente. Encontramos poucas pessoas na praia e a maioria já estava a deixando. Foi tempo suficiente para darmos uma olhada geral e relembrarmos nossa primeira passada por lá.

Infelizmente chegava ao fim um de nossos melhores dias no nordeste. Um dia calmo e delicioso em terras alagoanas.

A Praia do Gunga aparece em vários rankings como uma das 10 praias mais bonitas do Brasil e com certeza faz jus ao título. Se eu pudesse escolher um lugar para visitar todo mês aqui em nosso país, com certeza esse lugar seria a praia do Gunga!

Indo à Maceió, esta é uma parada obrigatória!

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Maceió 2012: parte 3 – Foz do Rio São Francisco

Visitar a Foz do rio São Francisco foi outro passeio que ficou de fora em nossa primeira visita à Maceió. Felizmente chegou o dia de visitar e, melhor, após termos visitado outro ponto famoso do Velho Chico: os Cânions de Xingó.

O embarque para o passeio fica em uma cidade chamada Piaçabuçu, localizada à 130km de Maceió.  Saímos da capital por volta das 10 da manhã, sempre seguindo as placas na estrada. A melhor opção é ir pela AL 101, uma rodovia tranquila e sem veículos pesados. Como brinde, na estrada, algumas vistas maravilhosas do litoral. Seguindo para o litoral sul e seguindo direitinho as placas, não tem erro. Nós demos umas bobeadas ao ler as placas, mas no final deu tudo certo :)

Ao chegar na cidadezinha, nem sabíamos que rumo tomar. Mas nem precisou! Logo na entrada encontramos a empresa Farol da Foz e lá mesmo que descemos para obter informações.

Logo no primeiro contato, já ficamos impressionados com o atendimento do Sr Robério! Um senhor atencioso e totalmente focado no cliente. Ele realmente segue aquelas regrinhas de atendimento ao cliente e marketing que aprendemos em cursos por aí. O preço do passeio é R$35,00 por pessoa e tem a duração de 3 horas e meia. Eles nos ofereceram também um isopor em consignação para levarmos nossas bebidas.

Além da excelente infraestrutura e profissionalismo, fiquei surpreendida ao ouvir o Sr Robério nos dizer: passem aqui na volta para me dar um feedback! Mais um item que contribui para minha esperança de turismo profissional no nosso lindo país! Farol do Foz é altamente recomendada por mim.

Seguimos até o porto de Piaçabuçu para embarcarmos rumo à Foz… tudo muito bonitinho por lá.

Embarcados, começamos a contemplar a beleza do rio São Francisco, que sempre me impressiona. Fomos conversando com os demais passageiros e aproveitando a paisagem para tirarmos fotos.

As únicas dunas do estado de Alagoas ficam localizadas na Foz do São Francisco e ao avistá-las percebemos que estávamos chegando ao nosso destino.

A combinação das dunas com o verde do rio e o azul do céu é linda! Os coqueiros espalhados completam a paisagem do local.

O barco encostou por lá e o comandante avisou que tínhamos 2 horas para aproveitar o local antes da partida. O sol e o calor eram intensos, mas mesmo assim fomos caminhar pelas dunas antes de curtir o rio.

Após tirarmos fotos por lá, nos sentamos à beira do rio e lá ficamos…. eu achei a água gelada e não encarei, mas o Loedi nadou. Tínhamos levado uns petiscos para “almoçarmos” e até uma sobremesa: o famoso bolo de rolo, que é típico do nordeste e eu ainda não tinha provado. Hummm, uma delícia!

As duas horas passaram rapidamente, e assim embarcamos de volta à Piaçabuçu. Como o retorno é contrário à correnteza, a viagem demora mais.

Desembarcamos no porto, pegamos o carro e seguimos rumo à Maceió. Estávamos planejando parar em alguma praia na volta, mas não sabíamos qual dentre tantas que existem no caminho.

Entramos em algumas, mas gostamos mesmo de Jequiá da Praia, que é onde se localiza um complexo chamado “Dunas de Marapé” e que fica à 55 km de Maceió. Achei o lugar lindíssimo, mas nem pudemos aproveitar pois o dia já estava escurecendo (não se esqueça de que lá 5 horas já é quase noite). Apenas algumas fotinhos para registrar a passagem e vontade de voltar lá numa próxima vez.

Quase chegando à Maceió, paramos nas barraquinhas das cocadeiras para experimentarmos os variados sabores de cocada: jaca, amendoim, goiaba, maracujá, leite condensado, e muitos outros…

Depois de mais um dia muito gostoso nas Alagoas, fomos para o hotel, jantamos e ficamos conversando sobre as belezas que vimos no passeio do dia. Pensamos que a Foz do Rio São Francisco é um passeio muito legal a ser feito caso esteja em Maceió, e o bate-volta de carro é extremamente viável e fácil. Mais um roteiro para sua listinha ;)

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Maceió 2012: parte 2 – Piscinas Naturais de Pajuçara

Finalmente estava indo fazer o passeio que ficou pendente da outra vez: as Piscinas Naturais de Pajuçara. As jangadas que fazem o passeio partem da praia, no horário que a maré estiver favorável,  e a que pegamos acomodava 6 pessoas. Todos com coletes salva-vidas, embarcamos.

Assim que começa a manobrar a jangada, o nosso “comandante” Marujo já nos autorizou a tirar fotos. Eu não sabia o que queria fotografar primeiro: a concentração de jangadas lá no meio do mar, a cor da água, a orla ficando para trás ou a gente andando pela primeira vez neste tipo de embarcação. Na dúvida, fotografei tudo, hehe.

Me lembro quando era mais nova e ouvia falar de piscina natural e ficava muito curiosa sobre o que seriam, rs. Pra quem nunca visitou uma, são curiosas formações de recifes e bancos de areia onde a água, na maré baixa, bate na altura das coxas parecendo realmente uma piscina. No caso de Pajuçara, localizam-se há aproximadamente 2 km da praia. Se, ao chegar lá,  você nadar a duzentos metros em qualquer direção você estará em alto-mar.

O trajeto leva aproximadamente 20 minutos, dependendo da intensidade do combustível vento, que é o que move a jangada. Para quem enjoa facilmente, já aviso que o mar é tal calmo que não proporciona nenhum desconforto.

Passado este tempo, lá estávamos nós desembarcando nas piscinas…. A maré estava baixando e ao chegarmos por lá já dava pé, com água na altura de nossa cintura. Água morna e transparente…

Lá nas piscinas existem bares flutuantes que além de bebidas, servem petiscos. Os preços são salgados, mas a comodidade é grande. Eles servem até em uma bandeja flutuante para que você possa desfrutar dos momentos por lá.

Onde há a concentração maior de pessoas, não dá pra encontrar peixinhos. Mas basta você ir até algum lugar mais isolado para se encantar ao ver os inúmeros peixinhos nadando ao seu lado. Se você tiver levado ração, fica mais fácil ainda de atraí-los….

É bacana levar snorkel, pois com ele poderá flutuar sobre os corais e ver mais espécies de peixinhos. Muito legal!

Caso você queira fotografias subaquáticas, um rapaz fica por lá oferecendo o serviço: 20 fotos por 30 reais.

O combinado era ficarmos uma hora por lá e nós aproveitamos todos os minutos contemplando a paisagem e o momento.

Esgotado nosso tempo, seguimos para o lugar chamado de aquário, que fica há alguns metros das piscinas, mas por ser menos cheio, proporciona a vista de mais e mais peixinhos…

Nossa parada por lá foi rápida e logo embarcamos de volta para a praia…. No caminho de volta, o bacana é acompanhar a vista da orla e fotografar mais e mais!

Com o final do passeio, voltamos para as cadeiras que havíamos alugado e lá ficamos o resto da tarde. Me deitei na cadeira e tirei um delicioso soninho! Após acordar, ficamos só contemplando a praia, as cores do mar, os inúmeros coqueiros e pensando: que sonho estar em Maceió novamente!

O passeio às Piscinas de Pajuçara valem muito a pena. Por um preço justo, você tem a oportunidade de conhecer mais um lugar lindo da capital alagoana. Eu recomendo :)

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